Alaska interior

“Longe de tudo aquilo ali, de toda aquela tecnologia e civilização, esatava Munique, estava a delirar e a sonhar com seu amor. De alguma forma, ela ainda o mantinha no coração, mesmo que ele não quisesse ou mesmo que ele não se importasse mais, mas ela tinha seus motivos para continuar pensando nele, pois, ela achava que o que sentia era verdadeiro amor, e o amor de verdade nunca se apaga. Esse era um dos motivos sem sentido que ela mantinha para justificar todo aquele rotineiro sofrimento. Toda a sociedade a julgava, pois não entendiam como o seu coração pulsava, não entendiam o porque de tanta submissão. A realidade, é que nada daquilo para ela era submissão ou humilhação, ela tinha fé no amor, na paixão eterna. Uma vez ela me contou que não negar o seu amor e permanecer fiel a ele era sinal de respeito. Quando se gosta, e sofre, você não pode e não deve sufocar esse sentimento só porque ele não lhe corresponde, se você o fizer, em breve, seu coração estará fechado, frio como o Alaska, e precisando apenas de sangue para bater, sem a chama do amor para impulsionar. Munique se auto-intitulava a guardiã do coração de seu amado, acreditava que apesar de seu amor por outra, ela foi mandada com a simples missão de cuidar da doçura dele. Depois da partida dele para outra vida, Munique esperava todos os dias, ansiosamente pela morte, para que pudesse reencontrá-lo de novo. Ela nunca o esqueceu, nunca esqueceu o amor que ele lhe deu, que embora breve, foi intenso e teve a capacidade de marcar além da vida.”

Por: Babi.

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