O quanto eu mudei

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 Regina Spektor – Call Them Brothers

Tava olhando minhas fotos antigas no computador que por alguma razão ainda se encontram no Facebook e percebi o quanto tudo mudou pra mim. Sei que os problemas da adolescência vão de dissolvendo aos poucos quando vamos ficando cada vez mais velhos, só não entendo por que isso passou tão rápido. Eu e a Gabriela de 3 anos atrás com certeza não somos as mesmas pessoas, e a parte mais triste (ou não) é que  nunca voltaremos a ser. 

As pessoas mudam; Eu entendo, só não consigo entender porque isso acontece tão rápido. Lembro-me bem quando eu via os problemas como bichos de 7 cabeças, quando eu enxergava as desilusões amorosas como o fim do mundo, os conflitos com as amigas como a perca da vida social, e jurava de pé junto que eu sabia das coisas, e que era matura o suficiente pra mandar no meu nariz e decidir como as coisas deviam seguir. Por favor senhora adolescência, vamos colaborar né?!

Não irei mentir. Sinto falta da minha ingenuidade. Quando não tinha lembranças ruins para me atormentar. Ás músicas eram apenas músicas, eu não precisa pensar em ninguém quando ouvisse elas. As tarefas da escola eram apenas tarefas, elas não iriam decidir o meu futuro próximo. As pessoas eram apenas pessoas, eu não precisava me proteger e nem me aproximar tanto delas. Comecei a ver que a vida não é bem esse mar de rosas que a gente vê na tv, é cada um por si e se você não correr, não chega a lugar nenhum.

Nem tudo se perdeu. Eu ainda choro quando bato o dedinho do pé nos móveis da minha casa, eu ainda esqueço de fechar o chuveiro direito, eu ainda odeio lavar louça, e eu ainda me borro todinha na hora de passar delineador e eu ainda me decepciono facilmente. E se você quer saber, minhas mudanças são por mim mesma e nunca por ninguém.

Há 3 anos atrás, eu ouvia Rihanna e hoje troquei por Regina Spektor. Planejava casar com o Zac Efron, hoje eu não quero casar. Passava chapinha todo santo dia, hoje eu assumi meus cachos. E é assim, é com pequena mudanças que a gente muda o rumo da própria história, fazemos o papel de escritores e escolhemos o seu início, meio e fim. 

Drama dá audiência, mas nem sempre vou escrever sobre as mesmas coisas. Estou em constante mudança. Eu ainda tenho muitos planos para o futuro, mas daqui a pouco eu mudo e assim é que eu sou. Uma metamorfose ambulante, cheia de mudanças, cheia de alegrias, de tristezas, de sentimentos, cheia de vida. 

post-por-gabi

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