Quem são nossas Hannah’s? + bônus de como identificar depressão

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Desde toda a repercussão de 13 Reasons Why (que pra quem tava dormindo, jajá explico) eu tinha que comentar com vocês minha visão diante da série, beleza?

Alerta, pra começar, se você aí tem quadro depressivo ou se sente mal em relação á algo na sua vida, não assista agora, deixe pra outro momento. Apesar de bem feita, é tão forte que pode ser um gatilho! Mas se você quer mesmo assim, não sou sua mãe né (risos).

13 Reasons Why, ou Os 13 Porquês, é uma série da Netflix que foi criada na base de um livro (sim) e fala basicamente sobre a vida escolar de ensino médio de Hannah Baker, e porque, ela cometeu um suicídio. A série tem como plano de fundo o Colégio Liberty e mais 13 personagens que aparecem ao decorrer da história,  que influenciam e muito na decisão de Hannah, presente fortemente em nossa atual sociedade, muitas vezes ignorada por nós mesmos.

Lembram quando euzinha escrevi ”Vamos fingir que está tudo bem” era JUSTAMENTE sobre isso, quantas vezes o ”estou sim, e você?” é verdadeiro? Quantas vezes ignoramos nosso amiguinho que está tendo crises de ansiedade ou até mesmo depressão? E aquela garota da escola que quando passa todo mundo chama de ”puta”? E aquele menino no fundo da sala que é gordinho? Quantas Hannah’s nós precisamos ter, pra que todos entendam que depressão é uma doença séria, que suicídio não é ”drama”. 

Aí pergunto a vocês, QUEM SÃO NOSSAS HANNAH’S? Será que se realmente você prestou atenção em quem está ao seu redor? Será que até eu que estou escrevendo isso, não tenho um probleminha? Custa perguntar se tá tudo bem? É claro que a maioria das respostas vai ser um ”sim” mas cabe a vocês que se dizem tão ”reis da psicologia” nas redes sociais, tomar vergonha na cara e ir a fundo no coleguinha. Parem de ser hipócritas. Acredite, ás vezes alguém passa a aula inteira perdido, pensando em chorar, em cometer suicídio, em cortar os pulsos, mas VOCÊ pode mudar isso! Um ”Bom dia” faz diferença, sim! Seja grato pelos os que estão ao seu redor, abrace seu colega! ACORDEM PRA VIDA, percebam as Hannah’s!

Sabe aquela garota que todo mundo escuta boato? Vai falar com ela, saiba a verdade dela, do lado da vítima. Sabe aquele menino que todos praticam bullying? Seja a voz na multidão, cale quem ofende! Sabe aquele amigo com atitudes machistas? Dê um basta, se amizade acabar, relaxe, só precisamos estar perto de quem vale a pena ❤

E nem adianta fazer textão, e se auto identificar como uma ”Hannah Baker”, trabalhe todos os dias procurando em não ser um ”porque” e as ”Hannah’s” irão acabar. Não julgue uma realidade que não é sua, não zombe de uma situação da qual você não faz parte! Você não sabe o que fulano, siclano, beltrano, passou! 

A Netflix não precisa criar uma série pra você entender que depressão existe sim, ansiedade existe sim, estupro não é culpa da vítima. Acordem pra realidade, antes que seja tarde.

E agora como prometi, um bônus de como identificar depressão, assim fica bem mais fácil de ajudar seu coleguinha 🙂

  • Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia
  • Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas
  • Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis
  • Desinteresse, falta de motivação e apatia
  • Falta de vontade e indecisão
  • Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio.
  • Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa auto estima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte.
  • A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio
  • Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom “cinzento” para si, os outros e o seu mundo
  • Frases como ”eu só queria morrer” ”sumir seria ótimo” 
  • Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento
  • Perda ou aumento do apetite e do peso
  • Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo)
  • Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.

E como ajudar? Bem, se você for próximo da família pode indicar um terapia e alertar os pais sobre o ocorrido, já que a maioria dos jovens apenas conversam entre eles. Ou você pode conversar, tentar entender, chamar pra sair, dar atenção e fazer o outro realmente se sentir especial! 

É isso por hoje galera, xeros ❤

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Vai doer

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Eu tenho medo
tenho medo de ir dormir
tenho medo de acordar
porque eu sei
e só eu sei
como o amanhã vai ser
e como eu vou sofrer
e como vai doer
essa perda constante
fracionada
de vocês
de pouquinho em pouquinho
a tortura da saudade
vai me encontrar
que lateja
que vai doer
e doer
amanhã
e depois do depois
de amanhã.
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Vamos fingir que tá tudo bem

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Não importa o quanto estejamos sendo mortos por dentro, quando a pergunta é ”tudo bem?” a resposta é sempre ”sim”. Ninguém quer realmente saber a verdadeira resposta, estamos sempre ocupados com nossos próprios problemas, a bolha que criamos na divisão dos nossos espaços, e o outro, ah o outro que se f#da. 

Sempre tem algo ali, dentro de você, pedindo pra sair, gritando, mas a gente esconde. Esconde até não aguentar mais. Esconde por educação. Esconde até jurar que tá tudo bem, que passou e que aquilo ali foi momentâneo. Ninguém quer realmente admitir fraqueza, sentir-se mal seria um erro?

A gente põe uma tonelada, por cima, em cima, forte, pressionando até sufocar, mas rapidamente, está ali, em você, de novo e de novo. Uma hora ou outra tudo volta á tona. Problemas quando silenciados se tornam verdadeiras bolas de neve emocionais, dores profundas, mágoas que chegam a latejar e muitas vezes, lágrimas e choros soluçantes. 

Não adianta sorrir quando se quer chorar, calar quando se quer gritar, os problemas mais bem resolvidos vem das extravagâncias.  Chorar livremente, gritar pra todos ouvirem, ligar o verdadeiro ”foda-se” que muitos precisam ouvir. Enfrentar tudo que vier, de peito aberto e de preferência coração cheio, de amor.

E você, tá tudo bem? 

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Eu não quero ir.

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Demorei muito tempo pra escrever esse texto, talvez estivesse esperando o momento certo ou algo assim, mas tá aqui.

Dizem que com o tempo geralmente a gente acostuma, e tudo que parecia ser doloroso acaba sendo quase que uma normalidade. Mas não é o que parece. Quando as caixas estão lacradas, a casa empoeirada, o seu peito cheio de memórias, a dor resolve falar mais alto. 

Estradas e lágrimas na janela de um carro foram praticamente toda a minha vida, e os abraços de velhos amigos e familiares eram conforto pra 2 ou 3 horas, depois disso, a dor batia na porta de novo, e com ela, todos as minhas melhores lembranças. Eu não sei se é meu ascendente em Touro, mas toda e qualquer mudança é sempre um desafio, uma lágrima que escorre, uma dor no peito, um arrepio na espinha, uma solidão. Cansei, cansei de me fixar e me desprender, cansei de dar adeus sempre quando quero ficar, é um estica e puxa, e nunca pensei que viveria de poucos momentos. 

Como sempre, eu me preparo pra tudo, tanto pra ficar quanto pra ir, e é nesse meio termo que tenho que me adaptar, minar em mim pra descobrir meu conforto, seja ele eu mesma ou até outro alguém. No início sempre há uma resistência, mas não podemos lutar por algo que é mais forte que nós, o que resta é acalentar-me abraçada aos travesseiros ou bebendo algo com os velhos amigos, o que me importa mesmo é ficar bem, com todo mundo e quem sabe comigo.

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5 séries que te ajudam na escolha da profissão

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O Enem já passou mas eu sei muito bem que uma galera aí ainda não tem uma decisão fixa sobre a própria profissão ou sobre os planos futuros, mas não esquenta (além da pressa ser inimiga da perfeição) reuni as séries que podem te ajudar na escolha da sua profissão, e ainda se divertir muito com isso!

***É claro que algumas profissões são retratadas com glamour, distorcendo um pouco a realidade. No entanto, essas produções conseguem sucesso ao mostrar a rotina básica de algumas carreiras, o que pode ajudar você na hora de decidir pelo seu futuro ou então de dar uma reviravolta em sua vida.


  • Médico – Greys Anatomy

Grey’s Anatomy é um drama médico norte-americano exibido no horário nobre da rede ABC. O folhetim é protagonizado por Ellen Pompeo, como Dra. Meredith Grey, residente do fictício hospital cirúrgico Seattle Grace, em Seattle, Washington, o mais rígido programa cirúrgico de Harvard. A série é focada nela e seus colegas, também internos: Cristina, Izzie, George e Alex, mostrando suas vidas amorosas e as dificuldades pelas quais passam no trabalho.

A série é bastante inspiradora para aspirantes á Medicina, pois em vários episódios é retratado os casos de pacientes.


  • Advogado Criminal – How to Get Away With Murder 

Michaela, Wes, Laurel e Patrick são ambiciosos calouros de Direito da prestigiada academia East Coast Law School, onde apenas os melhores alunos podem participar de casos reais. Eles competem entre si para conseguir a atenção da carismática e sedutora Professora Annalise DeWitt (Viola Davis), na aula de Direito Criminal 1, também conhecida como “Como Se Livrar de Um Assassinato”.


  • Psicólogo/Psiquiatra 


  • Química/Física – Breaking Bad e The Big Bang Theory

The Big Bang Theory: Leonard e Sheldon podem lhe dizer tudo o que você quiser saber sobre física quântica. Mas eles não seriam capazes de lhe dizer nada sobre a vida “real”, as relações diárias ou humanas… Mas tudo vai mudar com a chegada da bela vizinha Penny, uma garçonete candidata a atriz que movimentará o grupo de amigos, que conta ainda com as presenças de Howard e Raj, um indiano que não consegue falar com mulheres.

Breaking Bad: Walter White é um professor de química na casa dos 50 anos que trabalha em uma escola secundária no Novo México. Para atender às necessidades de Skyler, sua esposa grávida, e Walt Junior, seu filho deficiente físico, ele tem que trabalhar duplamente. Sua vida fica ainda mais complicada quando descobre que está sofrendo de um câncer de pulmão incurável. Para aumentar rapidamente a quantidade de dinheiro que deixaria para sua família após sua morte, Walter usa seu conhecimento de química para fazer e vender metanfetamina, uma droga sintética. Ele conta com a ajuda do ex-aluno e pequeno traficante Jesse e enfrenta vários desafios, incluindo o fato de seu concunhado ser um importante nome dentro da Agência Anti-Drogas da região.


  • Policial Investigativo – CSI 

Horatio Caine (David Caruso) lidera um grupo de investigadores que trabalha em Miami para desvendar crimes. Em seu time estão Calleigh Duquesne (Emily Procter), bilíngue especialista em balística; Tim Speedle (Rory Cochrane), um investigador que tem vários contatos nas ruas; e Eric Delko (Adam Rodriguez), especialista em impressões digitais, entre outros.

Você conhece alguma que não listei? Comenta aqui!

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De novo, sobre você.

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Foto: Marian Sitchinava

Quem diria que a essa altura do campeonato eu lembraria de você, quem diria que a essa altura do campeonato eu voltaria aos velhos costumes? Quem diria que eu iria novamente escrever algo sobre você. Eu sabia, sempre soube, uma parte de mim ainda queria saber como você está, como anda sua vida, se saiu do emprego, se foi estudar, ou quem sabe, esqueceu de mim. Mas é sempre a mesma coisa, engolimos nossas vontades no receio de encostar, nem que seja um tiquinho, no passado. 

Eu sei, naquela época tudo foi estranho, as coisas tomaram um rumo muito difícil pra nós dois, mas deixa eu te contar: eu estou ouvindo nossa trilha sonora, aquela de Amelie Poulain que você adora, e que por acaso é o nosso filme predileto. Quem diria que as nossas músicas se tornariam uma lembrança, uma saudade amarga, a busca eterna de um final que não foi feliz.

Você nunca me disse um ”Eu te Amo” mas eu nunca precisei ouvir pra saber o que sentia por mim. Sinto muito que tenhamos estragado tudo, sinto muito. Sinto tanto que já não sei mais o que é sentir e o que é relembrar, os sentidos se confundem quando o assunto é você.

Tenho medo e tenho alegria de um dia te encontrar. Um frio que percorre pela minha espinha, uma dor que aperta o meu peito, e nesse mix de mágoas, passam-se os dias, meses e anos, mas a história continua até que o ponto final chegue.

Dói. Dói não te ter mais, e dói também a sua presença. Então volta, e vamos ao ponto final, ou então vem construir reticências, que o que eu preciso pra me manter estável, é eternizar você.

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O que é amor?

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Ouvi alguém dizer que o amor é um passarinho. Sim, um passarinho. E eu me lembrei da perspicácia dos dois. Estranho querer comparar esta leveza; Enquanto um nos abastece com sua poesia, o outro nos alimenta com sua melodia e assim parece um completar o outro. Estranho por que os dois têm o dom de voar. Um pode viajar sem medo de um canto a outro, entre um canto e outro, entre um sim e outro, por entre as nuvens e dentro delas e por cima delas e no horizonte pleno, no telhado da casa dela, na feliz cidade dela, na capela. Enquanto que o outro faz você voar pra mais perto de alguém, ou deixa você perder-se voando nos mundos da sua própria imaginação, ou até reunindo em versos os pedaços dispersos do seu coração. Pode voar pra longe quando você menos espera, ou pode chegar voando de longe e te surpreender. Mas insisto em querer compará-los. O amor pode sim, ser simples e leve como um pássaro. Pode voar e me levar no bico a descobrir as sutis belezas do céu azul dos teus olhos e atravessar comigo as tempestades cinzentas até chegar à plenitude das nuvens brancas de tua pele macia. Voando sobre teu corpo em forma de poesia, chegando ao ápice de sua melodia, sendo nós dois a composição mais perfeita de todos os sons da natureza. Um pássaro que canta o amor.

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Pessoal: 7 animações/animes da infância que sinto falta!

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Quando somos crianças o nosso mundo é os desenhos, onde vemos uma amostra grátis de uma vida “real” idealizada por nós mesmos, e até chegamos muitas vezes a incorporar alguns de nossos personagens favoritos. Pensando em quanto os desenhos da minha geração sumiram da telinha, resolvi reunir alguns dos desenhos que mais sinto falta em uma lista pra lá de especial ❤ 

  • Três Espiãs Demais

Corria todas as manhãs para Tv Globinho, curtir cada episódio de Totally Spies, mas acaba rapidinho e eu corria para ser espiã dentro de casa, até refil de pó compacto da minha mãe serviu de apetrecho de comunicação com Jerry!

  • Bob Esponja

Assistir o calça quadrada e o Patrick para mim era quase que um vício, era uma bobmaníaca lembro que sempre odiava o Lula Molusco, mas quando comecei a ficar velha passei a dar razão á ele. 

  • Yu Gi Oh GX

Desde que o anime começou a ser sucesso entre a criançada começaram a vender as cartas usadas no anime, e MEL DELS, eu comprava todas lá na banca do Orlando (Praça da Bandeira), lembro até que quem tinha mais cartas era quem ostentava.

  • Kim Possible

Acho que vocês estão pensando: Essa garota queria mesmo era ser espiã! Mas o pior é que é verdade gente! Kim Possible assim como Totally Spies era pra me levar a delírio e imitar os golpes da Kim era meu objetivo da vidaa.

  • As Aventuras de Jackie Chan

Quando alguns desenhos meus começaram a sumir da Tv, eu me divertia com Jackie e seu tio, quem aí nunca repetiu ”umubugaifeidital”?!

  • Sagua – A Gatinha Siamesa

Tv futura depois da escola, era tudo pra mim! Principalmente com Sagwa, exemplo real de integridade pessoal ❤

  • Historinha de Dragões

Sempre sonhei em ir pra lugar cheio de dragões, e meu sonho se realizou a partir do momento em que comecei a ver esse desenho, quem nunca falou ”eu desejo, eu desejo, de todo coração, voar para longe, para a terra dos dragões!”

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Quais são os desenhos que vocês sentem falta?

Sobre como a internet pode ser prejudicial

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No post passado, prometi a cada uma de vocês, que falaria mais sobre como eu abandonei o blog por 8 longos meses, e, cá estou eu, mais uma playlist de Regina Spektor tocando, e o coração na mão. Quero que esse seja um daqueles textos sinceros da vida, então pra falar a verdade, eu nem sei como começá-lo. 

Tudo começou quando eu me encontrava em uma posição não muito favorável da minha vida, a carência batia na porta ao mesmo tempo em que meus problemas me sufocavam, e como boa e  adolescente que sou, decidi que mergulhar em uma aventura seria ”okay”.  

Como sempre vivi em um mundo online, decidi que procurar um relacionamento no mesmo era à saída de tudo, afinal, eu sempre me dei muito bem na internet. A diferença é que olho nos olhos é onde enxergamos a verdade, e do outro lado da tela de celular… Bom, não podemos esperar que o outro seja totalmente sincero não é?

Envolvi-me, me encontrei, com a tal pessoa e só posso afirmar o quanto me arrependi. No início não conseguia ver a besteira que estava fazendo, todos nós sabemos o quanto podemos ser bestas quando nos falam palavras bonitas. Que pena que elas não significavam mais nada depois de certo tempo.

A depressão chegou, e confesso que em muitas decaídas pensei em desistir de tudo, mas lembrei em quantas de vocês já passaram por situações parecidas e contaram comigo pra sair dessa. Descobri então que a resposta pra cura de tudo isso estava em mim, mergulhei numa antiga Gabriela que tinha se perdido por aí e decidi retomar minha vida. 

Claro, no início eu não me conformei com o quanto fui burra, mas a vida passa e a gente percebe que cada erro é um aprendizado (mais que clichê viu?). E se hoje for pra dar um conselho, a frase do Justin Bieber serve “Never say Never”. Nunca diga que algo nunca vai acontecer com você, quando você menos espera cai em uma dessas ciladas, e acredite, estou aqui caso isso acontecer. 

Bem vindos de volta ao blog, com amor, Gabriela.

 

Resenha: Filme – Que Horas Ela Volta – Com spoilers

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Esse fim de semana tirei pra assistir alguns bons filmes do nosso querido Brasil, e por mais que você aí não acredite, o nosso cinema tem boa qualidade, e cá entre nós, me surpreendeu. Hoje faço uma resenha com spoilers grandes do filme Que Horas Ela Volta dirigido por Anna Muylaert e com a apresentadora e excelente atriz (me deu um choque vê-la no papel) Regina Casé. O filme que gerou inúmeros debates, hoje, no meu ponto de vista.

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A história e enredo se passa na grande São Paulo, onde Val (Regina) natural de Pernambuco, se muda para trabalhar em uma casa de família como serviçal a fim de oferecer melhores condições de vida para sua filha Jéssica. A dureza da vida de doméstica e desigualdade social engole esperanças e Val deixa a menina no interior e segue com sua carreira por 13 anos longe da mesma. Conhecidamente estamos em época de vestibular, e o filho da patroa (Fabinho) irá prestar vestibular, e por destino Jéssica liga pra Val pedindo ajuda para ir á São Paulo, pois a mesma fará o mesmo vestibular que Fabinho. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, mas ela é mente aberta, e aí começam os problemas.

Na primeira parte do filme, Jéssica não suporta a ideia de que Val mora na casa dos patrões, ela em si reconhece que isto é um erro, que patrões e funcionários devem ter seus limites de contato, afinal a moradia de Val além de humilhante (por ser nos quartinhos desconfortáveis e isolados da casa) é ilegal.

Acontece que em nossa sociedade, existem ”regras” não ditas e não tabeladas, mas que com a desigualdade e ignorância fomos pondo quase que automaticamente em nossa rotina, e maioria de nós acha completamente normal. Mas Jéssica entra em foco e nos trás um desconstrução de tudo isso. Jéssica se comporta como alguém igual aos patrões. Aceita tudo que oferecem, entra na piscina, conversa e se dirige a palavra a eles, sai para conhecer sp com o patrão, come sorvete, senta na mesa da família e dorme no quarto de hóspedes invés de no quartinho de sua mãe. Para Val, a patroa, e as empregadas Jéssica está errada, e deveria se comportar como alguém inferior, que nem se quer sai do seu próprio quarto.

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Na segunda parte, Jéssica prossegue com seu comportamento, e seu patrão acaba tendo uma forte simpatia pela menina. Ele a leva para conhecer seu ateliê já que Jéssica quer entrar para o curso de Arquitetura, lhe explica que o sustento da família é toda dele (e não da Dona Bárbara), a leva para ver a faculdade em que ela quer entrar (que por sinal é a mais concorrida do Sul do país, e seu filho também quer entrar) e aí que o filme nos enquadra em uma situação muito complexa. Nasce o primeiro sinal de que o patrão está apaixonado por Jéssica. 

Eu não sei vocês quando assistiram o filme, mas eu não soube escolher em qual lado ficar. 

O patrão de Jéssica apesar de estar tomando atitudes erradas em se envolver estando casado, dou um pouco de razão a ele, afinal, ele não tem um casamento feliz. Acorda e dorme todos os dias ao lado de alguém que não lhe acrescenta nada (sua mulher, Bárbara). E encontrar com alguém que lhe completa em todos os sentidos, e que se encaixa perfeitamente com suas virtudes, é difícil deixar passar, ninguém sabe quando ele encontrará alguém assim novamente. Jéssica não corresponde ao seu amor, ela só quer estudar e seguir sua vida, é muito nova e tem grandes planos. Mas você que se engana que os problemas acabam aqui.  

O filho de Bárbara, aos poucos se aproximou de Jéssica, e parece a quem assiste, muito apaixonado. Mas Jéssica também o não corresponde.

(gente, vou pular partes, porque já está bem longa a resenha)

Na terceira parte, a patroa percebe que Jéssica se torna uma ameaça ao seu casamento, e ordena que Val não deverá deixar Jéssica passar da porta da cozinha. Aí que a menina se revolta e decide ir pra um quartinho na favela e estudar para o vestibular que acontecerá no dia seguinte. Em meio a chuva, Jéssica segue a pé e vai atrás do que quer. 

No dia seguinte, o Fabinho, filho da patroa, parece mostrar aos pais que não foi bem na prova do vestibular, e se afunda numa bad assim que confere o gabarito. Ao contrário dos pais, Val o abraça e lhe aconselha. Já sua mãe, indiretamente o rejeita. Nessa cena, outra discussão social aparece, Jéssica informa a Val que passou no vestibular com 680 pontos. E ao perceber isto, Bárbara se mostra indignada, mas educada. 

Aí é que eu pergunto, porque Jéssica não passaria no vestibular apenas por ser filha da empregada? Sua capacidade intelectual deve ser medida pela sua classe social? NÃO. 

Pra encerrar, nas cenas finais do filme Val descobre que Jéssica deixou um filho no interior de Pernambuco, e por livre e espontânea vontade decide pedir demissão da casa de Bárbara. Ela se une a sua filha, e pede para trazê-lo a São Paulo, e que ajudará a criar o menino Jorge. 

Mas agora a pergunta final, porque Que Horas Ela Volta incomoda tanto?

Porque o cineasta, atores, atrizes e a própria diretora nos põe em situações comuns do dia a dia que deixamos de perceber muitas vezes o quão são injustas e desumanas. E quando cai a ficha, não nos conformamos e queremos a todo momento mudar o rumo da história. E uma das contribuições que abre o debate entre nós que estamos assistindo, é o enquadramento das imagens, que mostra o quão podemos ser desumanos embaixo do mesmo teto em cômodos diferentes.

Fim.

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